sábado, 24 de abril de 2010

Gente boa - Hassan Sabbah

A lenda dos "Assassinos" ficou conhecida na Europa através dos relatos dos cruzados e de Marco Pólo. Pensa-se que Hassan Sabbah nasceu em Revy (actuais subúrbios de Teerão) por volta de 1040. As suas crenças e ensinamentos são algo obscuros e a sua enorme biblioteca no castelo de Alamut foi destruída. No entanto sabe-se que ele ensinava os seus seguidores a conciliar as suas crenças xiitas com predicados imaelitas muito maleáveis, bem como a proteger os seus territórios a todo o custo. Qualquer figura sunita, política ou religiosa, que se lhe opusesse seria certamente assassinada pelos seus guerreiros drogados, conhecidos como "hashishen" ou "haschichiyun" (consumidores de haxixe), de onde se diz que deriva a palavra "assassino".
O método de treino aplicado aos guerreiros de Hassan Sabbah, especialmente antes de serem enviados para missões assassinas, consistia em levá-los para uma espécie de jardim das delícias, com vinho, mel, música e jovens virgens à discrição, tudo envolto numa tremenda fumarada de ganza - com a promessa de que, se morressem no cumprimento da missão, teriam muito mais daquilo na outra vida.
Não têm a sensação de que já ouviram isto nalgum lado?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Para ler antes de me fazer à rota

E o próximo será este.

Sugiro a leitura

Este já li. É belíssimo...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Put your money where your mouth is, que é como quem diz: vens ou isso é só garganta?

Para mim esta viagem ainda é tão surreal como começou. Numa noite de copos no Bairro Alto pedi ao Tiago para que nunca mais fizessem uma viagem daquelas sem que me avisassem antes. Ele e o Alex já tinham ido, no espaço de pouco mais de um ano, à China e ao Perú. Assim como quem não quer a coisa. Olha que promoção tão boa: ‘bora? ‘bora! Com a Rota da Seda foi a mesma coisa. Noutra noite de copos surge nova conversa de ’bora? ‘bora! e, após dois dias vertiginosos de trocas de e-mails e transferências bancárias, recebo o bilhete electrónico da KLM exibindo locais tão improváveis como Teerão (chegada) e Almaty (regresso). Daí a três meses estes nomes seriam alguma coisa. Naquela altura foram um brinde à puta da ideia de ir para trás do sol posto.
As duas únicas reservas de imaginário que funcionaram naquele momento de entusiasmo etílico foram o império persa e as histórias de Marco Pólo e Gengis Khan. No dia seguinte já foi mais talibãs, Irão nuclear e geo-política bélica. Enfim, a típica angústia da ressaca às voltas com o choque das civilizações. No entanto, todas estas referências são incapazes de verdadeiramente explicar o que é aquele destino hoje. E essa é a beleza e a magia desta loucura: não fazer a mínima ideia do que vamos encontrar. Devem existir poucos locais neste mundo globalizado pela Internet e encolhido pelas low-cost que não despertem automaticamente uma ideia mais ou menos formatada. Este é um deles. Esse desconhecimento por colmatar, esse vazio por preencher é o que mais me entusiasma.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O berço é uma bomba!

Não me canso de invocar a frase do Herberto Helder: "A ironia não salva, mas ressalva". Olhar para nós, para os outros e para o mundo através desta máxima é um exercício que serve tanto para manter uma certa sanidade mental, como para acentuar as cores e o calor do que é reflectido.
Ora, partindo desta premissa, o facto de a Ásia Central - o berço da civilização - atravessada pela Rota da Seda - a primeira linha de união dos dois lados do mundo (West meets East), a primeira verdadeira "auto-estrada" da informação, a génese das relações comerciais a nível mundial - ser também uma das zonas mais conturbadas da actualidade, só pode ser encarado com um sorriso sarcástico. O berço é uma bomba!
Não é que me espante que assim seja. Afinal, são milénios de cismas, guerras, jogos de interesses, manobras geo-políticas, aculturações mais ou menos forçadas, cisões de fé, início e fim de impérios, enfim, um sem número de razões que lançam bem fundo no tempo os alicerces da desconfiança. A tendência dos homens para complicar tudo fez o resto. O que verdadeiramente me espanta é que ainda hoje se levem a sério! Imaginar, por exemplo, que o presidente do Irão vai carregar num botãozinho vermelho e engolir o mundo num cogumelo nuclear é para mim uma ideia tão absurda como a paz no mundo. E não uso a comparação de forma leviana: acho verdadeiramente absurdo quando o ouço dizer, sejam aspirantes a misses mundo ou presidentes de super-potências. Nem 8 nem 80. O que seria a vida sem uns tabefes de vez em quando? Há que haver algum frisson, mas, caramba, a aniquilação total ultrapassa a ironia e entra no campo da estupidez pura e simples.

Resolvam lá isso e não nos lixem a Pamir Highway - Parte IV


Kyrgyz Opposition Group Says It Will Rule for 6 Months

“You can call this revolution. You can call this a people’s revolt. Either way, it is our way of saying that we want justice and democracy.”
Ainda há revoluções (populares) no Mundo! Não sei porquê isso reconforta-me.

Resolvam lá isso e não nos lixem a Pamir Highway - Parte III


O estado em que ficou o Parlamento

Resolvam lá isso e não nos lixem a Pamir Highway - Parte II

Resolvam lá isso e não nos lixem a Pamir Highway - Parte I

Governo do Quirguistão poderá já ter sido derrubado